“Imaterialidade”, coletiva com participações de Laura Vinci, Marcius Galan e Paulo Vivacqua

(São Paulo, SP)

O Sesc Belenzinho inaugura hoje, às 21h, a exposição “Imaterialidade”, que fica em cartaz até o dia 27 de setembro. Com curadoria de Adon Peres e Ligia Canongia, a mostra de arte contemporânea traz diferentes artistas cujos trabalhos evocam a desmaterialização, a sublimação da matéria, ou, artistas que têm o impalpável como elemento principal do trabalho – som, luz, ar, palavra.

“Imaterialidade” é composta por 22 obras, assinadas por 10 artistas brasileiros – Brígida Baltar, Carlito Carvalhosa, Fabiana de Barros & Michel Favre, José Damasceno, Laura Vinci, Marcius Galan, Marcos Chaves, Paola Junqueira, Paulo Vivacqua e Waltercio Caldas – e oito artistas de outras nacionalidades – Anthony McCall, Ben Vautier, Bruce Nauman, Ceal Floyer, François Morellet, James Turrell, Keith Sonnier e Ryan Gander.

A exposição mostra os artistas em questão que lidam com esses dois modos de relacionamento com a obra de arte – a questão da “matéria” ou da “não matéria”, onde pode ou não haver uma materialidade concreta. Adon Peres comenta como o espectador se defrontará com essas duas maneiras de percepção artística: “no primeiro caso, se estabelece uma relação específica sujeito-objeto, na qual prevalece certo distanciamento, diferente do segundo, principalmente nas instalações, onde o espectador é literalmente imerso na atmosfera da obra”.

Como afirma Ligia Canongia, a curadoria foi em busca de uma “arte que supõe a visibilidade além do visível, a sensibilidade além dos efeitos físicos das coisas, que trafega através e entre os corpos; situações em que a materialidade perde contornos e se torna fluida e diáfana”. Ela ainda explica que a proposta sensorial dessa exposição, é a provocação do vazio, da falta, dos intervalos, do vapor e do ar que existe entre todas as coisas, e que nos cerca todo o tempo. “A obra de arte supõe a qualidade de algo que está além de sua presença física, contudo há artistas que trabalham a imaterialidade na constituição mesma das obras, tratam o imaterial como ‘matéria’, explorando estados físicos intermediários que escapam às questões de volume ou espessura e investigam os limites de outras ‘matérias’ insondáveis”.

“Os trabalhos foram escolhidos pelo potencial em evocar a questão primordial que Imaterialidade quer levantar”, comenta Adon Peres. A exposição no Sesc Belenzinho põe em evidência a desmaterialização do objeto como forma de afirmar o caráter instável, efêmero ou intangível da obra de arte, que a faz diferir inteiramente das normas do passado clássico”, finaliza Ligia Canongia.

“Imaterialidade”, coletiva com Laura Vinci, Marcius Galan e Paulo Vivacqua
Curadoria de Adon Peres e Ligia Canongia
Abertura: 1º de julho, às 21h
Em cartaz até 27 de setembro
Entrada gratuita

Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000
T.: 55 11 20769700
email@belenzinho.sescsp.org.br
Funcionamento: de terça a sábado das 10h às 21h; domingo e feriado das 10h às 19h30


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