Conheça os membros do Júri de Premiação

Anualmente o Conselho do PIPA convida de cinco a sete especialistas em arte contemporânea para compor o Júri de Premiação. São eles os responsáveis por definir o vencedor do PIPA (principal categoria) dentre os quatro finalistas da edição vigente.

O Júri de 2014 deverá escolher um artista dentre os quatro finalistas: Alice Miceli, Daniel Steegmann Mangrané, Thiago Martins de Melo e Wagner Malta Tavares para receber o prêmio de R$100 mil, que inclui a participação no programa de residência artística da Residency Unlimited, de Nova York.

O prêmio em dinheiro e a residência artística não podem ser desmembrados, ou seja: apenas um artista dentre os finalistas deverá receber os R$100 mil, estando incluído neste valor a participação no programa da RU.

Júri de Premiação do PIPA 2014

- Agnaldo Farias: Crítico de arte, curador e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP. Foi curador da Representação Brasileira da 25ª Bienal de São Paulo em 2002, curador geral do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro no período de 1998-2000 e curador-adjunto da 23ª Bienal de São Paulo. É autor dos livros As Naturezas do Artifício – Amélia Toledo (Editora W11, 2004); Daniel Senise – The piano factory (Andréa Jacobsen, 2003); Arte brasileira hoje (Publifolha, 2002), entre outros.

- Angelo Venosa: Artista que surgiu na cena artística brasileira na década de 1980, tornando-se um dos expoentes dessa geração. É um dos poucos artistas egressos da chamada “Geração 80” dedicados à escultura e não à pintura. Desde então, Venosa lançou as bases de uma trajetória que se consolidou no circuito nacional e internacional, incluindo passagens pela Bienal de São Paulo (1987), Arte Brasileira do Século XX (1987, Musée dArt Moderne de La Ville de Paris), Bienal de Veneza (1993), e Bienal do Mercosul (2005). Em 2012, o MAM-Rio consagrou-lhe uma exposição individual em comemoração aos 30 anos de carreira, que seguiu para a Pinacoteca de São Paulo em abril de 2013, ano em que foi lançado o segundo livro sobre sua obra.

- Flora Süssekind: Crítica literária, professora e pesquisadora universitária. Doutora em Letras pela PUC do Rio de Janeiro, leciona teatro brasileiro e literatura dramática na Universidade Federal do Rio de Janeiro. É pesquisadora do Setor de Filologia do Centro de Pesquisas da Fundação Casa de Rui Barbosa, desde 1981. Entre suas atividades de crítica, destacam-se a colaboração semanal no Caderno B, do Jornal do Brasil, na seção de teatro, de 1979 a 1985, e a coluna mensal no caderno Idéias, também do JB, de 1995 a 2000. Além de organizadora de diversos livros de teoria literária e ficção, tem farta produção de ensaios sobre literatura brasileira e outras artes.

- Gilberto Chateaubriand: Colecionador, diplomata e empresário brasileiro. Possui uma das maiores e mais importantes coleções privadas de arte moderna e contemporânea brasileira. Cedida em comodato para o MAM-Rio a partir de 1993, a coleção tornou-se acessível permanentemente ao público e vem sendo mostrada com regularidade também em outras instituições do Brasil e do exterior. Sobre a coleção, o crítico Roberto Pontual declara: “(…) por intermédio dela, a arte brasileira do século XX, do modernismo à contemporaneidade, tem a sua mais completa e melhor ilustração.”

- Luiz Camillo Osorio: Crítico de arte, professor de Estética no departamento de Filosofia da PUC-Rio, curador do MAM-Rio desde 2009, idealizador e conselheiro do PIPA desde a sua criação, em 2010. Graduou-se em Economia (1985) pela PUC-Rio, realizando entre 1986 e 1987 um Diploma em História da Arte Moderna no Modern Art Studies de Londres e, posteriormente, o mestrado e o doutorado em Filosofia na PUC Rio. Curador de diversas exposições importantes no Brasil e ao redor do mundo, foi recentemente anunciado como curador do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza de 2015.

Critérios

A definição do vencedor acontece durante reunião do Júri de Premiação no MAM-Rio. Além de visitar a exposição dos finalistas, os jurados têm a oportunidade de analisar os portifólios e demais materiais enviados pelos artistas, dentre os quais uma carta na qual cada finalista destaca a importância da participação no programa de residência, que faz parte do prêmio, para sua carreira.

Desta forma a decisão do Júri se baseia no portfólio, na carreia, nas obras apresentadas na exposição do PIPA no MAM-Rio, e na importância do prêmio a ser recebido para a trajetória de cada artista. A ponderação desses fatores fica a exclusivo critério dos jurados, podendo inclusive variar a cada ano.

Coluna “De Arte a Z” da Revista DasArtes destaca os vencedores do PIPA Online e a exposição do Prêmio

A Revista DasArtes de número 36 destaca os vencedores do PIPA Online 2014 (que este ano, pela primeira vez, premiou dois artistas em duas categorias) e assinala que a exposição dos finalistas desta edição do Prêmio estão em cartaz até 16 de novembro.

A nota está em destaque na 15ª página da revista:

A DasArtes foi a primeira revista especializada em artes visuais de circulação nacional, e existe desde os anos 1990. No site da Revista http://www.dasartes.com/ é possível fazer o download dos PDFs das edições completas da publicação.

Luiz Camillo Osorio é escolhido curador do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza

Luiz Camillo Osorio, crítico de arte, curador do MAM-Rio e membro do Conselho PIPA, foi nomeado curador representante do Brasil na Bienal de Veneza, pela Fundação Bienal.

A matéria foi originalmente publicada no site da Folha de S. Paulo. Leia o artigo na íntegra abaixo:

Série de vídeos especiais 2014 | Entrevista com a curadora Daniela Labra

A série de vídeos especiais do PIPA foi criada em 2011 para estimular e contribuir com o debate e a reflexão sobre a arte. A ideia para a série surgiu ao longo dos primeiros anos do Prêmio, a partir de temas que foram levantados durante as entrevistas com os artistas indicados ao PIPA desde 2010.

Inaugurando a série de vídeos especiais de 2014, Daniela Labra, curadora e membro do Comitê de Indicação do PIPA 2014, concede uma entrevista exclusiva para o Prêmio. Daniela Labra, é curadora independente e crítica de arte, doutora em História e Crítica da Arte pelo PPGAV/EBA-UFRJ. Desenvolve projetos com ênfase na produção contemporânea, atuando principalmente nos temas: arte brasileira contemporânea, performance arte, crítica institucional e sistema da arte global.

Livre docente e professora da EAV Parque Lage, no Rio de Janeiro, entre 2011 e 2012, tem entre suas recentes curadorias as mostras “Daniel Escobar – Projeto RS Contemporâneo”, Santander Cultural, Porto Alegre (Junho de 2014) e “Vazio de Nós”, de Berna Reale, Museu de Arte do Rio, (2013).

Neste vídeo, Labra fala de como a descoberta da performance artística a levou do teatro para a arte contemporânea e conta sobre o que acredita ser a natureza do trabalho do artista na atualidade.

“Fazer arte hoje é pensar em alternativas criativas para viver o mundo contemporâneo. Pra mim o que me interessa de estar trabalhando com arte é falar sobre arte mas também pensar as possibilidades criticas, reflexivas e até mesmo políticas da arte. O próprio fato de você fazer arte, ou elaborar um pensamento artístico neste mundo tão pensando para o materialismo e para produtividade é um ato de resistência.”

Assista ao vídeo:

Todos os vídeos do PIPA são produzidos pela Matrioska Filmes com exclusividade para o Prêmio.
Assista aos outros vídeos do PIPA, clique aqui.

Exposição PIPA 2014 | Em cartaz no Rio de Janeiro

Está aberta à visitação do publico no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a exposição PIPA 2014 com os trabalhos dos quatro finalistas desta edição, Alice Miceli, Daniel Steegmann Mangrané, Thiago Martins de Melo e Wagner Malta Tavares. São artistas de linguagens, mídias e origens distintas.

Alice Miceli, carioca de 34 anos, é uma artista cosmopolita que se graduou em cinema em Paris, morou em Nova York e tem participado de diversas residências artísticas internacionais.

Na exposição dos finalistas, Miceli apresenta um trabalho inédito composto por 11 fotografias fruto da exploração a um campo minado no interior do Camboja. “As minas tomam certas paisagens durante um período de conflito, mas é um tipo de ocupação que continua perigosa mesmo décadas depois que um conflito ou que a guerra tenham acabado (…) dessa forma acabam transformando paisagens inteiras em espaços eternamente impenetráveis” explica a artista. Miceli apresenta obra intitulada “Em profundidade (campos-minados)”, onde busca penetrar essa terra que teoricamente é para não pisar.

Daniel Steegmann Mangrané é catalão, tem 37 anos e vive no Rio de Janeiro. Seu trabalho se compõe de poéticas sutis e experimentações que questionam a relação entre a linguagem e o mundo. Embora principalmente conceitual, suas instalações se engajam com a imaginação do espectador.

Talvez justamente pelo caráter de interação de sua obra com o público, o artista tenha solicitado à curadoria do Museu ocupar uma área externa ao espaço tradicionalmente destinado à mostra do Prêmio, preenchendo todo o corredor de passagem. A obra “’(“, é uma espécie de cortina com formas inspiradas na arquitetura do MAM-Rio. “É impossível fazer um trabalho em um lugar com uma arquitetura tão espetacular como a do MAM sem tê-la em consideração (…)”, justifica Mangrané.

Thiago Martins de Melo, artista maranhense de 33 anos, trabalha predominantemente com pinturas e atualmente vem fazendo experimentações com a escultura. Suas pinturas figurativas exploram cenas complexas, com cores fortes e personagens por vezes fantasmagóricos ou religiosos

Na exposição do PIPA, o artista apresenta cinco telas que juntas compõe uma cruz de grandes proporções, além de duas esculturas. “É um trabalho que tem um caráter de certa maneira espiritual, mas que tem sim uma complexidade de uma narrativa histórica entremeada outros signos”, comenta o artista.

Wagner Malta Tavares, paulistano de 50 anos, faz uso de vídeo, escultura, fotografia, desenho, colagem, performance e instalação para dar vazão a sua poética que consiste, em linhas gerais, em tornar visível aspectos fundamentais que permeiam as relações entre as pessoas e, entre as pessoas e as coisas do mundo.

Para a exposição do MAM-Rio o artista apresenta “Turbulência nos trópicos”, instalação inédita composta por uma projeção, áudio e resistências elétricas. “Desde o trabalho que eu fiz em Chicago com neve e com calor, eu sempre tive vontade de fazer alguma coisa com temperatura”, explica WMT (como também é conhecido). Resistências elétricas em formatos de letras de um alfabeto desconhecido ficam incandescentes aquecendo o ambiente e compondo uma grande frase, “elas tem uma lógica, obedecem a um ritmo, obedecem a lógica de uma escrita. Agora, se tem um significado ou não, como é uma escrita secreta que ainda não foi decifrada, quem sabe?”.

* Fotografias da mostra por Gian Lana.

Os finalistas foram escolhidos pelo Conselho do Prêmio dentre todos os 66 artistas participantes (indicados pelo Comitê de Indicação) e concorrem sozinhos em duas categorias desta edição:

- PIPA, onde o vencedor será escolhido pelo Júri de premiação (cuja composição será divulgada no dia 22 de outubro), e receberá o prêmio de R$100 mil. Está incluída no valor total do prêmio a participação do artista vencedor no programa de residência artística da Residency Unlimited, em Nova York.

- PIPA Voto Popular Exposição, onde quem escolhe o vencedor é o público que visita a exposição e vota no seu artista favorito (cada ingresso ao MAM-Rio dá direito a um voto), e cujo valor do prêmio é R$20 mil.

Um mesmo artista pode ganhar as duas categorias. A exposição do PIPA 2014 vai até 16 de novembro. Até 2 de novembro é possível participar da votação do PIPA Voto Popular Exposição.
O anúncio dos vencedores do PIPA e do PIPA Voto Popular Exposição acontecerá no dia 5 de novembro, aqui no site do Prêmio.

Visite a mostra e vote no seu artista favorito.

Exposição PIPA 2014, com Alice Miceli, Daniel Steegmann Mangrané, Thiago Martins de Melo e Wagner Malta Tavares
De 6 de setembro a 16 de novembro
Votação no PIPA Voto Popular Exposição de 6 de setembro a 2 de novembro
Anúncio dos vencedores, dia 5 de novembro, aqui no site

Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro
Av Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo 20021-140 Rio de Janeiro RJ Brasil.
T +55 (21) 3883 5600
www.mamrio.org.br facebook/museudeartemodernarj
twitter/mam_rio

Horários (inverno: 07 jun – 28 set)
ter – sex 12h – 18h | sáb, dom e feriados 11h – 18h
O Museu está fechado no dia 5 de outubro.
A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação.

Tarifas

Exposições R$14. Ingresso família domingo até 5 pessoas.
Maiores de 60 anos e estudantes R$7
Cinemateca R$7

Gratuidades: Amigos do MAM, crianças até 12 anos e funcionários dos mantenedores e parceiros

Quarta após 15h entrada gratuita mediante senha, distribuída no mesmo dia (a partir de 15h). Estão disponíveis 2000 senhas para cada quarta.

Como chegar Referência: O Museu de Arte Moderna está localizado entre o Monumento aos Pracinhas e o Aeroporto Santos Dumont

Ônibus (linhas e pontos)
Da Zona Sul >> Via Parque do Flamengo: 472 (Leme), 438(Leblon),154 (Ipanema), 401 (Flamengo), 422 (Cosme Velho). Ponto na Avenida Beira Mar em frente à passarela.
Via Aterro: 121, 125 e 127 (Copacabana). Ponto na Avenida Presidente Antônio Carlos em frente ao Consulado da França.
Da Zona Norte >> 422 (Tijuca), 472 (São Cristóvão), 438 (Vila Isabel),401 (Rio Comprido). Ponto na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Da Zona Oeste >> Frescão Taquara-Castelo (via Zona Sul). Ponto mais próximo localiza-se na Avenida Presidente Wilson, em frente à Academia Brasileira de Letras.
Metrô: Estação Cinelândia

Acesso a deficientes Cadeiras de rodas, rampas de acesso até os salões de exposição, elevadores e sanitários especiais.

Estacionamento Pago no local 7h – 22h

Para mais informações acesse http://mamrio.org.br.

Matéria do site Artsy nomeia 10 artistas abaixo dos 35 anos em destaque na cena artística contemporânea

Aproveitando o final de semana da ArtRio – feira carioca de arte contemporânea que se encerrou no último domingo – matéria do site Artsy nomeia 10 artistas brasileiros abaixo dos 35 anos que estão em voga na cena artística contemporânea.

Dentre eles estão Tatiana Blass (vencedora do PIPA e do PIPA Voto Popular 2011), Camila Soato (finalista do PIPA 2013), Thiago Rocha Pitta (finalista em 2012), além de Chiara Banfi, Daniel Escobar e Sofia Borges, indicados ao Prêmio em pelo menos uma edição.

O Artsy é um site internacional que tem como objetivo tornar a arte do mundo acessível a qualquer pessoa com uma conexão à Internet, funcionando com um banco de dados para a pesquisa e o estudo da arte.

Veja a matéria (em tradução livre) abaixo, ou clique aqui para acessar o site com a matéria original em inglês.

Artistas tendência abaixo dos 35 anos de idade na ArtRio

Uma feira de arte que reúne mais de dois mil artistas de 13 países é uma oportunidade de tirar a temperatura de uma ampla cena artística – e no caso da ArtRio, é também uma oportunidade de descobrir os artistas estabelecidos e emergentes do Brasil e do mundo. Nós apuramos os dados dos artistas mais observados durante a preview. A lista de artistas com menos de 35 anos de idade é uma mistura de latino-americanos, estadunidenses e um russo, muitos com práticas multidisciplinares – de Tatiana Blass, conhecida por suas esculturas cobertas de cera, que exibe uma pintura pela Galeria Millan, a Pablo Accinelli, que traz tipografia e esculptura à feira. Muitos dos artistas são premiados com ou foram indicados ao PIPA e já participaram da Bienal de São Paulo – classificados como as estrelas da próxima geração – e por enquanto, estão sustentando a promessa.

10. Camila Soato

A brasileira, cujo trabalho está exposto na Galeria Artur Fidalgo, usa técnicas tradicionais de pintura a óleo para criar cenas narrativas em impasto – frequentemente cheias de irreverência e sátiras. Em 2013, ela foi premiada com o Prêmio PIPA Voto Popular.

9. Laura Seiden

A artista nova-iorquina, originalmente pintora, é conhecida por seu uso pictórico do grafite, obtido com camadas combinadas que criam um brilho metálico no papel. Nas obras mostradas pela Gallery Nosco, papéis dobrados e cobertos de grafite renascem como esculpturas. Laura também está expondo no Mattatuck Museum em New Haven, Connecticut, até outubro.

8. Daniel Escobar

O artista brasileiro multimídia é conhecido por usar mapas e panfletos para construir quadros e dioramas referentes à paisagem urbana. Na ArtRio, a Zipper Galeria mostra obras da série “The World”, que inclui imagens pop-up da Inglaterra, Nova Zelândia e Cuba, feitas com recortes de guias de viagem.

7. Pablo Accinelli

O argentino Pablo Accinelli, estudante de Alejandro Puente e Diana Aisenberg, vive e trabalha em Buenos aires, onde ele é representado por Ignacio Liprandi Arte Contemporánea. Na ArtRio, a galeria exibe trabalhos feitos com tipografias inventadas e, notavelmente, ele também está expondo obras tipográficas na recém-inaugurada mostra “Fleeting Imaginaries”, em Miami.

6. Chiara Banfi

Duas galerias apresentam obras de Chiara Banfi na ArtRio: A Galeria Vermelho, de São Paulo, e a Silvia Cintra + Box 4, do Rio. A obra de Chiara é conhecida por fazer referência à música e na feira pode-se ver trabalhos da sua série “Discos Vazios”, em que discos de vinil são exibidos ao lado das suas capas.

5. Adriana Minoliti

Você talvez se lembre da brasileira Adriana Minoliti da feira de arte ArteBA em Buenos Aires ano passado, onde ela foi premiada com o Latin American Painting prize, escolhida entre seis artistas selecionados pelo curador Pablo León de la Barra. Na ArtRio, ela expõe pela Galeria Oscar Cruz que, como muitas das obras, lida com geometria, erotismo e a figura humana.

4. Tatiana Blass

Paulista, Tatiana é frequentemente citada por sua performance ao vivo na Bienal de São Paulo de 2010, quando ela despejou cera quente em um grande piano enquanto o pianista tocava Chopin. No ano seguinte, ela foi premiada com o PIPA por uma obra em que um homem, moldado em cera, sentou-se debaixo de um feixe de luz. Ano passado, ela realizou sua primeira mostra individual nos Estados Unidos no Museum of Contemporary Art em Denver, ela expõe com a Galeria Millan.

3. Sofia Borges

Em 2012, a paulista Sofia Borges foi frequentemente enaltecida por ser a artista mais jovem a participar da 30ª Bienal de São Paulo. Só em 2014 as exposições dela vão a Londres, Los Angeles, Lyon, São Paulo, Doha e Pequim. Sofia é conhecida por sua fotografia conceitual e experimental. Na ArtRio, ela exibe impressões preto-e-branco com a Galeria Millan.

2. Oleg Dou

Oleg Dou, de Moscou, é parte da nova geração de fotógrafos russos, e tem sido um favorito do Artsy há muito tempo. Dou começou a usar Photoshop aos 13 anos e, inspirado por retratos do século XIX de enterros de crianças, desenvolveu uma técnica de renderização de rostos – manipulados com softwares – que é distintamente sua. Ele expõe na ArtRio pela Galeria Senda e pela Laura Marsiaj.

1. Thiago Rocha Pitta

Nova adição à lista de Marianne Boesky, o brasileiro Thiago Rocha Pitta está atualmente em cartaz em São Paulo com “Atlas/ Oceano”, uma exposição individual cujo título é inspirado em um trabalho feito pelo artista, baseado em figuras mitológicas, durante uma residência na Noruega. Na ArtRio ele é apresentado nas galerias Millan e A Gentil Carioca e em ambas suas fotografias incorporam imagens de um barco, tema recorrente de sua obra.

Acesse o site da Artsy para ver matéria original em inglês.

Catálogos PIPA | Download gratuito

A cada ano elaboramos o catálogo do PIPA com espaço para todos os artistas indicados em cada edição, onde os finalistas recebem destaque, com um maior número de páginas. Os catálogos não são comercializados, mas seus PDFs podem ser baixados gratuitamente pelo público, aqui no site.

Com frequência somos contatados por professores de arte de escolas e universidades de todo o país e de fora do Brasil, solicitando o envio da publicação, que é vista como uma fonte bastante completa sobre arte contemporânea brasileira dos últimos 5 anos. O mesmo relato é feito por diversos profissionais da área – quer brasileiros, quer estrangeiros -, que utilizam o catálogo como fonte de pesquisa.

As versões completas dos catálogos são disponibilizados para download gratuito aqui no site do Prêmio. Até o momento foram 17.052 downloads. Recordista, o catálogo de 2010 foi baixado mais de 9.700 vezes.

As publicações trazem imagens de obras dos artistas indicados, textos sobre suas carreiras, fotos das exposições do Prêmio, textos do presidente e do curador do MAM-Rio, dos representantes da IP Capital Partners e do Instituto IP, dados estatísticos como gênero e idade dos participantes de cada edição, etc. Em 2012 o catálogo teve parte do conteúdo traduzido para o inglês e desde 2013 o catálogo é inteiramente bilingue.

Em breve disponibilizaremos o catálogo do PIPA 2014.

Enquanto isso, faça o download dos catálogos das outras edições do Prêmio:

PIPA 2013

- 100% bilíngue (pela 1ª vez)
- 5.70 Mb
- 155 páginas
- trabalhos de 97 artistas indicados
- destaque para os 4 finalistas
- espaço para os vencedores de 2012

Para fazer o download do catálogo do PIPA 2013 , clique aqui: Catálogo PIPA 2013


PIPA 2012

- textos de apresentação e extras em português e inglês
- 5.10 Mb
- 76 páginas
- trabalhos de 48 artistas indicados
- destaque para os 4 finalistas
- espaço para os vencedores de 2011

Para fazer o download do catálogo do PIPA 2012, clique aqui: Catálogo PIPA 2012


PIPA 2011

- 8.52 Mb
- 65 páginas
- trabalhos de 73 artistas indicados
- destaque para os 4 finalistas
- espaço para os vencedores de 2010

Para fazer o download, clique aqui: Catálogo PIPA 2011



PIPA 2010

- 4.9 Mb
- 63 páginas
- trabalhos de 84 artistas indicados
- destaque para os 4 finalistas

Para fazer o download (4.9Mb), clique aqui: Catálogo PIPA 2010





Vídeos da semana: Bruno Schultze e Runo Lagomarsino

Esta semana divulgamos os vídeos de Bruno Schultze e Runo Lagomarsino. Com isso encerramos a série de entrevistas com artistas indicados nesta edição do PIPA. Assista aos vídeos:

Bruno Schultze


“Meu trabalho deriva da minha vida, ele é uma continuidade. Eu não tenho um próximo trabalho, ele deriva do último”. Assim o fotógrafo Bruno Schultze começa a responder à pergunta da crítica e curadora Alejandra Muñoz: Em geral na sua atividade, como começa um novo projeto artístico?

Nascido em Stuttgart mas criado em São Paulo, Schultze conta um pouco sobre sua trajetória artística: “Depois de anos na Alemanha, começou a bater uma saudade muito grande do Brasil e eu acabei voltando”. Desse retorno nasce uma série de retratos feitos com índios guarani, que o artista encontrou numa viagem pela Serra do Mar.
Schultze relaciona essa série fotográfica com uma vontade antiga, de quando ainda trabalhava como fotógrafo comercial na Alemanha.

Assista ao vídeo:

Para saber mais sobre Bruno Schultze, suas obras e exposições, acesse a página do artista.

Runo Lagomarsino


Nascido na Suécia, filho de argentinos exilados, Runo Lagomarsino vive e trabalha entre Malmö e São Paulo. Em sua vídeo-entrevista, ele responde à Alejandra Muñoz, que pergunta: “Em geral, na sua atividade, como começa um novo projeto artístico?”

Para o artista, há algumas perguntas que sempre voltam, que são por ele perseguidas. Temáticas com relações muito fortes com geopolítica, uma ideia de história e de movimento. Para ilustrar esse aspecto, Lagomarsino cita sua obra “Trans Atlantic”: folhas de papel queimadas pelo sol, que atravessaram o oceano atlântico a barco. Para ele, essa temática é uma combinação de um interesse pessoal, político e histórico.

“Um lugar que os europeus cruzaram durante a colonização, a mesma rota dos escravos para o Brasil, mas ao revés, a viagem dos meus pais para a Suécia ou Espanha e pessoalmente a minha viagem ao Brasil. O próprio trabalho viaja”, completa Lagomarsino.

Assista o vídeo:

Para saber mais sobre Runo Lagomarsino, suas obras e exposições, acesse a página do artista.

Para rever outras entrevistas gravadas este ano e em outras edições do Prêmio, acesse a página de vídeos.

Vídeos PIPA

Desde a primeira edição do PIPA, em 2010, contratamos a Matrioska Filmes para produzir vídeo-entrevistas com os artistas indicados ao Prêmio. Chegando a sua 5ª edição em 2014, o Prêmio segue acreditando na importância dos vídeos que anualmente são produzidos pela produtora, com exclusividade para o PIPA.

Como aponta Luiz Camillo Osorio, curador do MAM-Rio e conselheiro do Prêmio, no texto Desejo de arquivos: “Se a premiação visa o reconhecimento e a distinção, a construção de uma memória contemporânea visava a análise ampliada do circuito.”

Leia o texto de Luiz Camillo Osorio, onde ele destaca a importância dos vídeos do PIPA:
(Originalmente publicado em 7 de junho de 2013.)

Desejo de arquivos

Você vê o documentário que Scorsese fez sobre Dylan e fica pasmo ao ver como os americanos documentaram cada entrevista dada pelo então promissor cantor folk. Podemos parar aqui e dizer que Dylan e os Estados Unidos se merecem mutuamente. Nada na História do Brasil fez com que pudéssemos ter uma atitude de altas expectativas a nosso próprio respeito que nos levasse a registrar o que surge. – Caetano Veloso

Lendo esta passagem escrita em sua coluna do Jornal O Globo em 7 de Outubro passado não tive como não concordar integralmente com o Caetano. De fato, há por aqui uma negligência superlativa em relação à memória, ao arquivo, ao registro dos acontecimentos. Nossa paixão pelo efêmero, nossa contínua promessa de futuro, acaba por desconsiderar o registro dos fatos e a necessidade de dar-lhes alguma posteridade.

Um exemplo recente abrindo o caminho da discussão. A curadora portuguesa Marta Mestre, curadora assistente do MAM-Rio, quis fazer uma exposição com a história do Espaço Sergio Porto no Rio. Entre o final dos anos 1980 e meados da década seguinte, aquela pequena galeria no Humaitá lançou toda uma geração de artistas que hoje está já legitimada internacionalmente. Não obstante a relevância daquele espaço da Prefeitura, não havia qualquer arquivo ou registro dos fatos disponível. A solução foi recorrer ao que restava nas mãos dos artistas para levar à frente o projeto. O descaso pelo acesso público à memória é uma patologia perigosa que fortalece privilégios e reforça assimetrias.

Por outro lado, com o desenvolvimento recente de novas tecnologias e a facilidade de se fotografar ou filmar tudo e qualquer acontecimento com um pequeno celular, há uma verdadeira fome de reprodução. Antes da experiência, do vínculo existencial, do afeto, já vem o registro. Inverteu-se a equação, mas se não houver como selecionar e guardar o registro, o problema segue o mesmo.
Há que se combinar matéria e memória e construir arquivos que tragam uma aposta no registro diferenciado do presente. Felizmente, algumas iniciativas começam a aparecer no Brasil – antes tarde do que nunca – no sentido de criar, resgatar e trabalhar com arquivos. Vai nesta direção a aposta do Prêmio Investidor Profissional de Arte – PIPA – ao realizar pequenas entrevistas via Skype com todos os artistas indicados ao prêmio. Estas entrevistas procuram ouvi-los brevemente sobre sua obra, seu processo criativo, seu ambiente de trabalho, suas inquietações e demandas. Estes vídeos estão disponíveis no site do PIPA e junto à página de cada artista indicado. A idéia é que possam ser atualizados a partir de novas indicações dos artistas ao prêmio, mas sempre tendo como prioridade os indicados pela primeira vez.

Olhando com a vista fixada no presente, podem parecer mero registro ocasional e superficial. Todavia, nosso esforço é o de ir além do olhar mais concentrado e focado do mercado de arte que repete nomes para inflacionar valores. O registro aberto e descentralizado amplia o ângulo de atenção registrando a diversidade da cena local. Entre o crivo fechado do mercado e a indiferença do não-critério, as entrevistas e as páginas dos artistas indicados ao PIPA são um retrato panorâmico da arte contemporânea brasileira.
Nestes três anos já foram feitas 195 entrevistas com 159 artistas diferentes, morando em cidades tão distintas como Riachão do Jacuípe na Bahia, em Belém, em Piraquara no Paraná, em Berlim, em Estocolmo, e claro, no Rio, em São Paulo e nas principais capitais. As várias micro-cenas que compõem a cena contemporânea brasileira podem ser vistas e avaliadas, revelando diferenças e convergências. Em que medida todos estes artistas são contemporâneos? Que Brasil – no plural – fala através de suas inquietações criativas? Como eles dividem horizontes poéticos comuns?

Quando o PIPA procurou a produtora Matrioska para realizar estes vídeos, tinha como meta montar um pequeno banco de dados sobre a arte brasileira contemporânea. Se a premiação visa o reconhecimento e a distinção, a construção de uma memória contemporânea visava a análise ampliada do circuito. Naturalmente, são os artistas que moram na “periferia” os mais interessados na realização dos vídeos. Se não têm computador com câmera dão seu jeito para terem a possibilidade de se apresentar para o circuito maior.
Temos certeza que a continuidade destes registros e a combinação deles com a renovação das páginas dos artistas – que tem que ser feita em parceria com os artistas e suas respectivas galerias – potencializarão a relevância deste banco de dados. Um número crescente de interessados, de pesquisadores a colecionadores, já começam a usar o site do PIPA para o benefício de todos. Já é comum recebermos e-mails de pesquisadores, nacionais e internacionais (ele é bilíngüe, português/inglês), que usaram o site e que nos agradecem por termos disponibilizado tudo na rede.

Vai ser com a construção de arquivos e de uma memória crítica da arte brasileira que o nosso circuito irá conseguir responder, sem deixar-se atropelar, pela euforia crescente do mercado internacional, cujos interesses, seus mais legítimos interesses, são míopes e não prezam o tempo intensivo necessário para a construção de poéticas com a densidade que lhes é própria. Arquivos, todos eles, reclamam filtros, critérios, conflitos e, acima de tudo, temporalidades heterogêneas, não sincrônicas e não imediatistas. O PIPA tenta fazer a sua parte. / Luiz Camillo Osorio – Curador do MAM-Rio e Conselheiro do PIPA.

Entrevista exclusiva com Runo Lagomarsino

Runo Lagomarsino nasceu na Suécia, filho de argentinos exilados, e vive e trabalha entre Malmö e São Paulo. Em sua vídeo-entrevista, ele responde à Alejandra Muñoz, que pergunta: “Em geral, na sua atividade, como começa um novo projeto artístico?”

Para o artista, há algumas perguntas que sempre voltam, que são por ele perseguidas. Temáticas com relações muito fortes com geopolítica, uma ideia de história e de movimento. Para ilustrar esse aspecto, Lagomarsino cita sua obra “Trans Atlantic”: folhas de papel queimadas pelo sol, que atravessaram o oceano atlântico a barco. Para ele, essa temática é uma combinação de um interesse pessoal, político e histórico.

“Um lugar que os europeus cruzaram durante a colonização, a mesma rota dos escravos para o Brasil, mas ao revés, a viagem dos meus pais para a Suécia ou Espanha e pessoalmente a minha viagem ao Brasil. O próprio trabalho viaja”, completa Lagomarsino.

Assista o vídeo:

Para saber mais sobre Runo Lagomarsino, suas obras e exposições, acesse a página do artista.

Para assistir a entrevistas com outros artistas indicados este ano e de edições anteriores, além de vídeos especiais, acesse a página de vídeos.

Vídeos PIPA

Desde a primeira edição do PIPA, em 2010, contratamos a Matrioska Filmes para produzir vídeo-entrevistas com os artistas indicados ao Prêmio. Chegando a sua 5ª edição em 2014, o Prêmio segue acreditando na importância dos vídeos que anualmente são produzidos pela produtora, com exclusividade para o PIPA.

Como aponta Luiz Camillo Osorio, curador do MAM-Rio e conselheiro do Prêmio, no texto Desejo de arquivos: “Se a premiação visa o reconhecimento e a distinção, a construção de uma memória contemporânea visava a análise ampliada do circuito.”

Leia o texto de Luiz Camillo Osorio, onde ele destaca a importância dos vídeos do PIPA:
(Originalmente publicado em 7 de junho de 2013.)

Desejo de arquivos

Você vê o documentário que Scorsese fez sobre Dylan e fica pasmo ao ver como os americanos documentaram cada entrevista dada pelo então promissor cantor folk. Podemos parar aqui e dizer que Dylan e os Estados Unidos se merecem mutuamente. Nada na História do Brasil fez com que pudéssemos ter uma atitude de altas expectativas a nosso próprio respeito que nos levasse a registrar o que surge. – Caetano Veloso

Lendo esta passagem escrita em sua coluna do Jornal O Globo em 7 de Outubro passado não tive como não concordar integralmente com o Caetano. De fato, há por aqui uma negligência superlativa em relação à memória, ao arquivo, ao registro dos acontecimentos. Nossa paixão pelo efêmero, nossa contínua promessa de futuro, acaba por desconsiderar o registro dos fatos e a necessidade de dar-lhes alguma posteridade.

Um exemplo recente abrindo o caminho da discussão. A curadora portuguesa Marta Mestre, curadora assistente do MAM-Rio, quis fazer uma exposição com a história do Espaço Sergio Porto no Rio. Entre o final dos anos 1980 e meados da década seguinte, aquela pequena galeria no Humaitá lançou toda uma geração de artistas que hoje está já legitimada internacionalmente. Não obstante a relevância daquele espaço da Prefeitura, não havia qualquer arquivo ou registro dos fatos disponível. A solução foi recorrer ao que restava nas mãos dos artistas para levar à frente o projeto. O descaso pelo acesso público à memória é uma patologia perigosa que fortalece privilégios e reforça assimetrias.

Por outro lado, com o desenvolvimento recente de novas tecnologias e a facilidade de se fotografar ou filmar tudo e qualquer acontecimento com um pequeno celular, há uma verdadeira fome de reprodução. Antes da experiência, do vínculo existencial, do afeto, já vem o registro. Inverteu-se a equação, mas se não houver como selecionar e guardar o registro, o problema segue o mesmo.
Há que se combinar matéria e memória e construir arquivos que tragam uma aposta no registro diferenciado do presente. Felizmente, algumas iniciativas começam a aparecer no Brasil – antes tarde do que nunca – no sentido de criar, resgatar e trabalhar com arquivos. Vai nesta direção a aposta do Prêmio Investidor Profissional de Arte – PIPA – ao realizar pequenas entrevistas via Skype com todos os artistas indicados ao prêmio. Estas entrevistas procuram ouvi-los brevemente sobre sua obra, seu processo criativo, seu ambiente de trabalho, suas inquietações e demandas. Estes vídeos estão disponíveis no site do PIPA e junto à página de cada artista indicado. A idéia é que possam ser atualizados a partir de novas indicações dos artistas ao prêmio, mas sempre tendo como prioridade os indicados pela primeira vez.

Olhando com a vista fixada no presente, podem parecer mero registro ocasional e superficial. Todavia, nosso esforço é o de ir além do olhar mais concentrado e focado do mercado de arte que repete nomes para inflacionar valores. O registro aberto e descentralizado amplia o ângulo de atenção registrando a diversidade da cena local. Entre o crivo fechado do mercado e a indiferença do não-critério, as entrevistas e as páginas dos artistas indicados ao PIPA são um retrato panorâmico da arte contemporânea brasileira.
Nestes três anos já foram feitas 195 entrevistas com 159 artistas diferentes, morando em cidades tão distintas como Riachão do Jacuípe na Bahia, em Belém, em Piraquara no Paraná, em Berlim, em Estocolmo, e claro, no Rio, em São Paulo e nas principais capitais. As várias micro-cenas que compõem a cena contemporânea brasileira podem ser vistas e avaliadas, revelando diferenças e convergências. Em que medida todos estes artistas são contemporâneos? Que Brasil – no plural – fala através de suas inquietações criativas? Como eles dividem horizontes poéticos comuns?

Quando o PIPA procurou a produtora Matrioska para realizar estes vídeos, tinha como meta montar um pequeno banco de dados sobre a arte brasileira contemporânea. Se a premiação visa o reconhecimento e a distinção, a construção de uma memória contemporânea visava a análise ampliada do circuito. Naturalmente, são os artistas que moram na “periferia” os mais interessados na realização dos vídeos. Se não têm computador com câmera dão seu jeito para terem a possibilidade de se apresentar para o circuito maior.
Temos certeza que a continuidade destes registros e a combinação deles com a renovação das páginas dos artistas – que tem que ser feita em parceria com os artistas e suas respectivas galerias – potencializarão a relevância deste banco de dados. Um número crescente de interessados, de pesquisadores a colecionadores, já começam a usar o site do PIPA para o benefício de todos. Já é comum recebermos e-mails de pesquisadores, nacionais e internacionais (ele é bilíngüe, português/inglês), que usaram o site e que nos agradecem por termos disponibilizado tudo na rede.

Vai ser com a construção de arquivos e de uma memória crítica da arte brasileira que o nosso circuito irá conseguir responder, sem deixar-se atropelar, pela euforia crescente do mercado internacional, cujos interesses, seus mais legítimos interesses, são míopes e não prezam o tempo intensivo necessário para a construção de poéticas com a densidade que lhes é própria. Arquivos, todos eles, reclamam filtros, critérios, conflitos e, acima de tudo, temporalidades heterogêneas, não sincrônicas e não imediatistas. O PIPA tenta fazer a sua parte. / Luiz Camillo Osorio – Curador do MAM-Rio e Conselheiro do PIPA.

Entrevista com Bruno Schultze, artista indicado

“Meu trabalho deriva da minha vida, ele é uma continuidade. Eu não tenho um próximo trabalho, ele deriva do último”. Assim o fotógrafo Bruno Schultze começa a responder à pergunta da crítica e curadora Alejandra Muñoz: Em geral na sua atividade, como começa um novo projeto artístico?

Nascido em Stuttgart mas criado em São Paulo, Schultze conta um pouco sobre sua trajetória artística: “Depois de anos na Alemanha, começou a bater uma saudade muito grande do Brasil e eu acabei voltando”. Desse retorno nasce uma série de retratos feitos com índios guarani, que o artista encontrou numa viagem pela Serra do Mar.
Schultze relaciona essa série fotográfica com uma vontade antiga, de quando ainda trabalhava como fotógrafo comercial na Alemanha.

Assista ao vídeo:

Para saber mais sobre Bruno Schultze, suas obras e exposições, acesse a página do artista.

Para assistir a entrevistas com outros artistas indicados este ano e de edições anteriores, além de vídeos especiais, acesse a página de vídeos.

Vídeos PIPA

Desde a primeira edição do PIPA, em 2010, contratamos a Matrioska Filmes para produzir vídeo-entrevistas com os artistas indicados ao Prêmio. Chegando a sua 5ª edição em 2014, o Prêmio segue acreditando na importância dos vídeos que anualmente são produzidos pela produtora, com exclusividade para o PIPA.

Como aponta Luiz Camillo Osorio, curador do MAM-Rio e conselheiro do Prêmio, no texto Desejo de arquivos: “Se a premiação visa o reconhecimento e a distinção, a construção de uma memória contemporânea visava a análise ampliada do circuito.”

Leia o texto de Luiz Camillo Osorio, onde ele destaca a importância dos vídeos do PIPA:
(Originalmente publicado em 7 de junho de 2013.)

Desejo de arquivos

Você vê o documentário que Scorsese fez sobre Dylan e fica pasmo ao ver como os americanos documentaram cada entrevista dada pelo então promissor cantor folk. Podemos parar aqui e dizer que Dylan e os Estados Unidos se merecem mutuamente. Nada na História do Brasil fez com que pudéssemos ter uma atitude de altas expectativas a nosso próprio respeito que nos levasse a registrar o que surge. – Caetano Veloso

Lendo esta passagem escrita em sua coluna do Jornal O Globo em 7 de Outubro passado não tive como não concordar integralmente com o Caetano. De fato, há por aqui uma negligência superlativa em relação à memória, ao arquivo, ao registro dos acontecimentos. Nossa paixão pelo efêmero, nossa contínua promessa de futuro, acaba por desconsiderar o registro dos fatos e a necessidade de dar-lhes alguma posteridade.

Um exemplo recente abrindo o caminho da discussão. A curadora portuguesa Marta Mestre, curadora assistente do MAM-Rio, quis fazer uma exposição com a história do Espaço Sergio Porto no Rio. Entre o final dos anos 1980 e meados da década seguinte, aquela pequena galeria no Humaitá lançou toda uma geração de artistas que hoje está já legitimada internacionalmente. Não obstante a relevância daquele espaço da Prefeitura, não havia qualquer arquivo ou registro dos fatos disponível. A solução foi recorrer ao que restava nas mãos dos artistas para levar à frente o projeto. O descaso pelo acesso público à memória é uma patologia perigosa que fortalece privilégios e reforça assimetrias.

Por outro lado, com o desenvolvimento recente de novas tecnologias e a facilidade de se fotografar ou filmar tudo e qualquer acontecimento com um pequeno celular, há uma verdadeira fome de reprodução. Antes da experiência, do vínculo existencial, do afeto, já vem o registro. Inverteu-se a equação, mas se não houver como selecionar e guardar o registro, o problema segue o mesmo.
Há que se combinar matéria e memória e construir arquivos que tragam uma aposta no registro diferenciado do presente. Felizmente, algumas iniciativas começam a aparecer no Brasil – antes tarde do que nunca – no sentido de criar, resgatar e trabalhar com arquivos. Vai nesta direção a aposta do Prêmio Investidor Profissional de Arte – PIPA – ao realizar pequenas entrevistas via Skype com todos os artistas indicados ao prêmio. Estas entrevistas procuram ouvi-los brevemente sobre sua obra, seu processo criativo, seu ambiente de trabalho, suas inquietações e demandas. Estes vídeos estão disponíveis no site do PIPA e junto à página de cada artista indicado. A idéia é que possam ser atualizados a partir de novas indicações dos artistas ao prêmio, mas sempre tendo como prioridade os indicados pela primeira vez.

Olhando com a vista fixada no presente, podem parecer mero registro ocasional e superficial. Todavia, nosso esforço é o de ir além do olhar mais concentrado e focado do mercado de arte que repete nomes para inflacionar valores. O registro aberto e descentralizado amplia o ângulo de atenção registrando a diversidade da cena local. Entre o crivo fechado do mercado e a indiferença do não-critério, as entrevistas e as páginas dos artistas indicados ao PIPA são um retrato panorâmico da arte contemporânea brasileira.
Nestes três anos já foram feitas 195 entrevistas com 159 artistas diferentes, morando em cidades tão distintas como Riachão do Jacuípe na Bahia, em Belém, em Piraquara no Paraná, em Berlim, em Estocolmo, e claro, no Rio, em São Paulo e nas principais capitais. As várias micro-cenas que compõem a cena contemporânea brasileira podem ser vistas e avaliadas, revelando diferenças e convergências. Em que medida todos estes artistas são contemporâneos? Que Brasil – no plural – fala através de suas inquietações criativas? Como eles dividem horizontes poéticos comuns?

Quando o PIPA procurou a produtora Matrioska para realizar estes vídeos, tinha como meta montar um pequeno banco de dados sobre a arte brasileira contemporânea. Se a premiação visa o reconhecimento e a distinção, a construção de uma memória contemporânea visava a análise ampliada do circuito. Naturalmente, são os artistas que moram na “periferia” os mais interessados na realização dos vídeos. Se não têm computador com câmera dão seu jeito para terem a possibilidade de se apresentar para o circuito maior.
Temos certeza que a continuidade destes registros e a combinação deles com a renovação das páginas dos artistas – que tem que ser feita em parceria com os artistas e suas respectivas galerias – potencializarão a relevância deste banco de dados. Um número crescente de interessados, de pesquisadores a colecionadores, já começam a usar o site do PIPA para o benefício de todos. Já é comum recebermos e-mails de pesquisadores, nacionais e internacionais (ele é bilíngüe, português/inglês), que usaram o site e que nos agradecem por termos disponibilizado tudo na rede.

Vai ser com a construção de arquivos e de uma memória crítica da arte brasileira que o nosso circuito irá conseguir responder, sem deixar-se atropelar, pela euforia crescente do mercado internacional, cujos interesses, seus mais legítimos interesses, são míopes e não prezam o tempo intensivo necessário para a construção de poéticas com a densidade que lhes é própria. Arquivos, todos eles, reclamam filtros, critérios, conflitos e, acima de tudo, temporalidades heterogêneas, não sincrônicas e não imediatistas. O PIPA tenta fazer a sua parte. / Luiz Camillo Osorio – Curador do MAM-Rio e Conselheiro do PIPA.