“Equivalência provisória” (vista da instação), 2014, instalação, módulos de alvenaria e ouro, dimensões variáveis

Lais Myrrha


Belo Horizonte, MG, 1974.
Vive e trabalha em São Paulo, SP.

Indicada ao PIPA em 2010, 2012, 2013 e 2015.

Video feito pela Matrioska Filmes com exclusividade para o PIPA 2015.

Video feito pela Matrioska Filmes com exclusividade para o PIPA 2013.

Video feito pela Matrioska Filmes com exclusividade para o PIPA 2010.

Vídeos da artista

Not Yet, 2011

Coluna Infinita, 2011

Sobre a artista

Mestre pela Escola de Belas-Artes da UFMG, 2007 e graduada no curso de artes plásticas pela Escola Guignard, UEMG, 2001.

Desde 1998 tem participado de diversas exposições coletivas e individuais. 2003, I Bolsa Pampulha. 2005, “Programa Trajetórias” do Centro Cultural Joaquim Nabuco, Recife – PE. Edição 2005/2006 do programa “Rumos Visuais” do Instituto Itaú Cultural. 2007, contemplada com o Prêmio Projéteis, Rio de Janeiro, e com o Prêmio Atos Visuais, Brasília, ambos concedidos pela Funarte. Em 2009 realiza exposição individual “Border Game” na galeria Millan. Em 2010 participa da “Paralela10″. Em 2011, participa da “Temporada de Projetos” do Paço das Artes São Paulo 2011, da 8ª Bienal do Mercosul e recebe prêmio no I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea. É contemplada com a Bolsa Estímulo às Artes Visuais 2012 concedida pela Funarte. Em julho de 2013 realiza a individual “Zona de Instabilidade” na CAIXA Cultural São Paulo e é selecionada para o 18º Festival Internacional de Arte Contemporânea do Videobrasil e participa da exposição “Blind Field” no Karnnet Museum, Illinois, USA.

Texto sobre a artista
Por Germano Dushá

Num tempo em que a máquina do progresso parece pavimentar o cotidiano com uma força irascível e sem razão, nos encontramos rodeados por um estado transitório-permanente, que reduz a construção do presente à iminente ruína. Enquanto amontoam-se um sem número de auroras artificiais, publicitadas a todo custo como a chegada de um desejável futuro, nos balançamos suspensos nesse momento atravancado no meio da marcha da história.

Inclinado sobre a caixa-preta do aparelho que produz e cataloga esses fenômenos, o corpo de trabalho de Lais Myrrha coloca em um mesmo molde disciplinas como arquitetura, geografia, história e política ao por em cheque os vetores que empurram os ciclos de construção e desmanche, de memória e esquecimento. De gestos precisos, a artista trabalha para evitar excessos – sejam de ordem conceitual ou formal, mesmo quando em larga escala e para abordar fatos e expor ideias que desconfortam. É o caso de três de seus últimos projetos, realizados no ano de 2014: Arquitetura Temporã (Manoel Macedo, Belo Horizonte); Projeto Gameleira 1971 (Pivô, São Paulo) e Ensaio de Orquestra (Coletor, São Paulo).

O primeiro é feito de um circuito de situações provisórias, que envolvem fotografias e duas intervenções no espaço. A artista joga luz em como arquitetamos o teto sobre nossas cabeças, o funcionamento da régua do sistema organizacional que rege a vida coletiva, e a própria condição de exposições e obras de arte em um contexto no qual é a produção simbólica que gera a valoração de mercado.

Com igual dicção e economia, Projeto Gameleira 1971 se lança à frente para trazer à memória pública um acontecimento desbotado pelos poderes que podem induzir o arquivamento comum ao esquecimento seletivo. Nesse sentido, oferece vestígios de um dos maiores e mais encobertos acidentes da construção civil brasileira: o Parque de Exposições projetado por Oscar Niemeyer para tomar lugar na cidade de Belo Horizonte. Não por acaso, a mostra foi pensada para ganhar forma na sobreloja de um dos projetos mais notórios do arquiteto, o Edifício Copan – símbolo ponderoso do projeto modernista brasileiro.

Na última, Lais experimenta de forma radical distender e borrar as fronteiras entre realidade e ficção. Em uma casa com demolição marcada, nos põe diante do desmantelamento de uma parede que baliza o campo expositivo. Enxerga-se então a paisagem de destruição avançar o outro lado e invadir o cubo branco asséptico. É quando sentimos o porvir atropelar o objeto social provisório do lugar.

Ver a inteligência da artista em ação nos arremessa numa cosmogonia ao avesso. Seu enunciado surge para pensar a natureza da ruína. Ao fazê-lo, entretanto, invariavelmente reflete obre as urgências cotidianas: se tudo já é ruinoso, há caminho aberto; nos cabe decidir o que virá.

Link da artista: O MAC encontra os artistas

Artista representada pela galeria Jaqueline Martins.

Site: www.laismyrrha.com.br
Veja a lista completa de artistas indicados ao PIPA.



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